REUNIÃO COM OS SECRETARIADOS DIOCESANOS DA MOBILIDADE HUMANA E DAS MIGRAÇÕES E TURISMO

REUNIÃO DA OBRA NACIONAL DA PASTORAL DO TURISMO (ONPT)

COM OS SECRETARIADOS DIOCESANOS DA MOBILIDADE HUMANA E DAS MIGRAÇÕES E TURISMO

 

Realizou-se nesta terça-feira, dia 28 de Maio, das 10.30h às 13.00h, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima, a primeira reunião da Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT) com os Secretariados Diocesanos da Mobilidade Humana e das Migrações e Turismo. Participaram dez dioceses – Angra do Heroísmo, Algarve, Braga, Bragança-Miranda, Évora, Portalegre e Castelo Branco, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Este encontro teve como principal objetivo fomentar a criação de serviços de Pastoral do Turismo de âmbito diocesano, bem como dinamizar os serviços de pastoral que atuam já nesta área.

Após a apresentação dos membros da ONPT e dos representantes dos Secretariados Diocesanos, o diretor da ONPT apresentou a fundamentação, humana e eclesial, para a constituição dos serviços de Pastoral do Turismo, ao nível das Igrejas Locais. O Pe. Miguel Neto, tesoureiro da Obra, apresentou o sítio web da ONPT, uma plataforma que pretende servir todas as dioceses portuguesas, procedendo-se, de imediato, à análise dos objetivos nacionais e diocesanos, para este campo de ação pastoral, tomando a palavra o diretor da Obra e uma das suas vogais, Natalina Ferreira. Esta apresentação deu lugar a uma breve troca de impressões, em torno das propostas feitas, com o intuito de projetar a organização de serviços de âmbito diocesano. Foram ainda apresentadas as Jornadas Nacionais de Pastoral do Turismo, a realizar em Fátima, no próximo mês de Novembro, terminando o diretor da Obra com algumas interpelações muito diretas aos presentes: a necessidade de se constituírem serviços diocesanos, que integrem leigos com formação na área do turismo ou em áreas complementares; a preocupação com o acolhimento dos turistas; a disponibilização, nas diversas comunidades cristãs, do património cultural religioso, se necessário com recurso a equipas de voluntários; convidando, por fim, os presentes a colaborarem no inquérito sobre o património existente, a dirigir às dioceses, com o intuito de se disponibilizar esta informação na página web da ONPT, definindo-se, assim, um roteiro nacional que possa servir a quem nos visita.

A avaliação feita, no final do encontro, por alguns dos membros da ONPT, relevou o interesse manifestado pelos presentes, apesar das perspetivas diferentes para a Pastoral do Turismo. De realçar que algumas dioceses estão já empenhadas na constituição deste serviço, entendendo outras que ele se deve alargar a uma maior diversidade de intervenientes, a nível local. Futuramente os encontros com os Secretariados Diocesanos deverão compreender um período temporal mais alargado, de modo a que a reflexão seja ainda mais participada por todos. Não obstante, a ONPT considerou como globalmente muito positivo este encontro, assumindo colaborar já com as dioceses que estão em processo de organização deste serviço pastoral e reforçando o seu esforço para que as demais dioceses prossigam tarefa idêntica.

 

Pe. Carlos Alberto da Graça Godinho

Diretor da ONPT

RECONHECIMENTO DO TURISMO RELIGIOSO NO PENT

RECONHECIMENTO DO TURISMO RELIGIOSO NO PENT

 

A Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT) congratula-se com a última revisão do PENT e com o facto de o Turismo Religioso ser considerado como um produto estratégico, como foi hoje noticiado, no contexto da aprovação, em Conselho de Ministros, do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT). Recordamos que esta consideração do Turismo Religioso havia sido uma das indicações dadas pela ONPT, aquando da sua primeira reunião com o Turismo de Portugal, logo após o seu início de atividade, em Julho do ano passado. Atitude que seria secundada pelas observações enviadas à mesma entidade governamental, no período de discussão pública do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), no início deste ano.

A ONPT reconhece ainda o precioso contributo de todos quantos se manifestaram no sentido de se rever, no âmbito da revisão do PENT, a posição do Turismo Religioso, de entre os quais se destacam o «Projeto de Resolução» dos grupos parlamentares que apoiam a maioria governativa e as intervenções de alguns deputados das demais forças partidárias. Sinal do inequívoco reconhecimento da importância do Turismo Religioso, no âmbito da estratégia de dinamização turística para Portugal. Atente-se, de resto, que esta opção está em linha com a ação de algumas Regiões de Turismo, que têm investido já no Turismo Religioso como «produto estratégico» para o desenvolvimento das suas respetivas regiões.

A afirmação do Turismo Religioso como «produto estratégico», em Portugal, constitui o reconhecimento de vários fatores que integram este «produto»: a diversidade do património cultural religioso, material e imaterial, cuja importância é evidente no âmbito da nossa identidade portuguesa, evidente na sua expressão quantitativa e qualitativa; o reconhecimento da importância das peregrinações, num país rico de santuários, cuja visibilidade maior, pela sua natureza e movimento registado, é o Santuário de Fátima; e a diversificação de ofertas turísticas, que contemplam outros interesses por parte dos visitantes, como são a sua expressão de fé, seja ela a razão exclusiva para a sua visita a Portugal, ou de deslocação no interior do País, enquanto procura dos centros de peregrinação ou de vivência espiritual, ou vivida em simultâneo com outras atividades de caráter lúdico, recreativo, ou cultural. Reconhecimento a que acresce, ainda, a possibilidade de uma exposição mais criteriosa do património religioso, por parte de quem o procura na perspetiva do seu enriquecimento cultural.

Consciente das múltiplas possibilidades oferecidas pelo património cultural religioso, material e imaterial, bem como pelos centros de peregrinação, a ONPT considera que urge, por parte da Igreja, continuar um trabalho absolutamente necessário de disponibilização qualitativa do seu património aos turistas que nos visitam. Espera, igualmente, contar com a colaboração do Turismo de Portugal, e respetivas entidades regionais, no sentido de desenvolver este potencial turístico, permitindo aos turistas um usufruto qualitativo do património a visitar.

A ONPT disponibiliza-se, contando com o empenhamento dos respetivos serviços diocesanos, para uma mais estreita colaboração com todas os intervenientes na ação turística, a bem do desenvolvimento do turismo em Portugal, da afirmação da nossa identidade portuguesa, eminentemente cristã, ainda que com marcas evidentes de outras religiões irmãs, que muito beneficiarão também deste reconhecimento, no intuito de promovermos um turismo de qualidade que sirva sempre a pessoa de quem nos visita – tarefa primeira que nos move e que será fonte de todos dos demais proveitos.

 

Pe. Carlos Alberto da Graça Godinho

Diretor da ONPT

Santuários de Guimarães

Mosteiro de São Torcato

Horário: Segunda a Domingo – 09h00>12h00 / 13h00>19h00

Em 1825 inicia-se a construção do primeiro santuário, sendo que apenas se concluiu a capela-mor, onde a 4 de Julho de 1852 foi exposto o corpo de São Torcato. Em 1858, tiveram início as obras do atual santuário, no qual se misturam elementos do gótico, românico, renascença e neoclássico. Apesar de inaugurado em 1946, este templo, não chegou a ser concluído. Por executar ficaram a capela-mor, as capelas laterais e a cúpula do transepto. As obras recomeçaram em 1982.

Em planta, o templo tem a forma típica da cruz latina. A fachada apresenta duas torres e um nicho, com a estátua de São Torcato, encimada por uma cruz. No interior da igreja, pode observar-se o corpo de São Torcato, segundo a expressão popular, incorrupto.

 

Igreja de Santa Marinha da Costa

Horário: Segunda a Domingo – 14h00>17h00; Sábado e Domingo – 09h00>11h00 / 15h00>19h00

As origens do mosteiro remontam a 1154, sob o patrocínio da rainha D. Mafalda. Este mosteiro agostiniano, de traça românica, não conserva vestígios materiais significativos das suas origens, dadas as obras de remodelação da igreja e diversas dependências conventuais, no século XVIII. Saliência merecem a escadaria, em granito, setecentista do barroco joanino; os retábulos setecentistas e os altares de talha dourada enriquecidos por um conjunto soberbo de imagens sagradas – Santa Marinha, São Francisco, Nossa Senhora do Carmo, São Tiago e São Jerónimo; a capela-mor coberta por abóbada de berço, dividida em caixotões, onde se inscrevem belas cartelas relevadas, exemplo da renascença.

Após a extinção das ordens religiosas (em 1834), a igreja monástica assume funções de igreja paroquial na freguesia da Costa.

 

Santuário de Nossa Senhora da Penha

Horário: Segunda a Sexta-feira – 10h30>19h00 / 15h00 > 17h00; Sábado e Domingo – 09h00>20h00

A história do santuário da Penha conta-se a partir de 1702, altura em que um ermitão, Guilherme Marino, manda esculpir uma imagem da Virgem, que viria a ser colocada numa gruta, a de Nossa Senhora do Carmo.

No alto do monte viriam depois a fixar-se os carmelitas descalços (séc. XVIII), que grande incremento deram ao culto mariano.

Em 1845, o papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição. Os muito devotos que já se haviam habituado a escalar o monte de Santa Catarina para venerarem Nossa Senhora, devido a esse facto, decidiram então construir um novo templo, que viria a ser inaugurado em 1893.

O atual santuário foi-se edificando a partir do séc. XIX e ao longo do seguinte.

Nas imediações existem ainda as capelas de São Cristóvão e de Santa Catarina e a gruta/ermida da Senhora do Carmo e de Nossa Senhora de Lurdes.

 

Igreja de Nossa Senhora da Lapinha

Horário: Sábado – 09h00>12h00; Domingo – 09h30>12h00 / 14h00>18h00

No ano de 1612 já o Monte de Nossa Senhora da Lapa ou, mais carinhosamente, da Lapinha, aparece referenciado em documentos escritos. Consta da existência de uma capela em 1656 e a primeira ronda terá acontecido sete anos depois.

A origem das rondas prende-se com o aparecimento de uma praga de gafanhotos ou saltões. Para se verem livres da calamidade os habitantes de São Lourenço de Calvos organizaram uma procissão até à Senhora da Oliveira, em Guimarães, pedindo socorro à Virgem. A devoção repetir-se-ia nos anos posteriores: é a famosa ronda da Lapinha, que já conta com mais de 400 anos. Acontece no domingo entre o Santo António e o São João, passa pela Penha e Cruz da Argola, até chegar à Senhora da Oliveira, num percurso que atinge os 15 Km de extensão.

Do atual santuário, ao gosto neogótico, a capela-mor começou a ser edificada a princípios do séc. XX, ficando o templo concluído no terceiro quartel.

 

Santuário de São Bento das Peras

Horário: Segunda a Sábado – 08h00>19h00; Domingo – 08h00>12h00 / 13h30>19h00

Desconhece-se a data exata da construção da capela, mas a sua edificação antecede o século XVI. Em 1964, tem início a construção da nova capela. O último restauro, que transformou o interior e a fachada principal desta nova capela, terminou no ano de 2006. O conjunto é elevado à categoria de santuário em 1999 por determinação do Arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira.

É local de peregrinação e culto litúrgico ao fundador da Ordem Beneditina, São Bento de Núrsia, o qual ocupa o centro do retábulo, sendo esta escultura de São Bento a mais antiga de todo o espólio. Importantes são também os ex-votos, expressão da piedade dos fiéis, que se consubstanciam em anéis, pulseiras, cordões, alfinetes e medalhas.

Do santuário pode ainda contemplar-se uma belíssima paisagem.

Liturgia – Ano A

BREVIARY

ORDER OF MASS

ADVENT (cicle A)

CHRISTMAS (cicle A)

EASTER (cicle A)

LENT (cicle A)

ORDINARY TIME (cicle A)