Pastoral do Turismo e Família

Nota da ONPT para o início da Época Balnear de 2015

 

   A família, na sua complexidade de relações interpessoais – «vida conjugal, paternidade-maternidade, filiação e fraternidade» (FC. 15) -, constitui um valor fundamental para o desenvolvimento da pessoa e da sociedade. Assente na vivência do amor, ela integra a diversidade de relações pessoais – marido-esposa; pai-mãe; filhos e irmãos -; num mesmo projeto de comunhão e de desenvolvimento pessoal. Pela sua missão singular, o Concílio Vaticano II define-a como o «fundamento da sociedade» (GS. 52).

   No ano em que a Igreja celebra o XIV Sínodo dos Bispos, cuja temática será precisamente a Vocação e a Missão da Família na Igreja e no mundo contemporâneo, não quisemos deixar de olhar para a instituição familiar na ótica da pastoral do Turismo. Assim, após uma breve consideração sobre a família, consideraremos o contributo da pastoral do turismo para a promoção da família e da vida familiar, terminando com algumas sugestões práticas de ordem pastoral.

 

1. A Família

     A família, enquanto comunidade de pessoas, que tem no amor o seu «princípio interior» (FC. 18), é uma estrutura humana fundamental para o «bem-estar da pessoa e da sociedade humana e cristã» (GS. 47). Nela se desenvolvem valores como a ternura e a doação, a generosidade e a partilha, a compreensão, a tolerância, a solidariedade e a ajuda mútua, a fidelidade às pessoas e a projetos comuns, ou ainda a abertura permanente à compreensão e à reconciliação.[i] A família é, assim, nas palavras de João Paulo II, «uma escola de humanismo mais completo e mais rico» (FC. 21).

    Porque é uma realidade dinâmica, fruto das relações interpessoais e do desenvolvimento dos seus membros, a família é uma comunidade de contínua aprendizagem e crescimento, pois a sua comunhão constrói-se num «intercâmbio educativo entre pais e filhos, no qual cada um deles dá e recebe»[ii]. Ela é, então, um contínuo «laboratório de humanização e de verdadeira solidariedade»[iii], absolutamente necessária à pessoa e à sociedade.

    Não obstante constituir este valor essencial, a família enfrenta, na hora presente, os maiores desafios que jamais se lhe colocaram, particularmente no confronto com a cultura dominante e com os condicionalismos sociais de que é vitima. Vários são os diagnósticos feitos[iv], particularmente por algumas instâncias eclesiais, a requererem agora das comunidades cristãs e, muito particularmente, das famílias cristãs, um autêntico anúncio do “Evangelho da Família”, onde resplandeça o «testemunho alegre dos cônjuges e das famílias», autênticas «igrejas domésticas»[v], assumindo de modo mais vivo e veemente a missão de proclamar a todos «o desígnio de Deus sobre o matrimónio e a família, a fim de lhes assegurar a plena vitalidade e promoção humana e cristã, contribuindo assim para a renovação da sociedade e do próprio Povo de Deus» (FC. 3).

 

2. Pastoral do Turismo ao serviço da Família

   A pastoral do turismo servirá o anúncio do “Evangelho da Família” na justa medida em que oferecer aos turistas e aos trabalhadores do setor do turismo as condições necessárias para o aprofundamento da sua vida familiar, seja em tempo de lazer e repouso, ao usufruírem desta possibilidade, tão singular e tão rica para a partilha e aprofundamento dos laços familiares; seja em tempo de trabalho mais árduo, para todos os que operam no setor do turismo, procurando sempre o equilíbrio entre uma atividade mais intensa e o justo tempo para a pessoa e para a comunhão familiar.

   A procura do descanso, do enriquecimento cultural e do lazer, que conduz ao bem-estar pessoal, não pode dissociar-se da situação da comunidade conjugal e familiar, pois o bem-estar da pessoa está precisamente ligada, de modo muito estreito, à vida dos cônjuges e da família (cf. GS. 47). Além disso, o tempo de descanso e de lazer constitui uma oportunidade singular para o fortalecimento dos laços de comunhão e de amor entre todos os membros da família, porquanto os tempos de paragem, nas atividades quotidianas, permitem um encontro familiar mais profundo: pela presença, pela disponibilidade para o diálogo e o encontro, pela partilha de atividades comuns e pela criatividade que fortalece precisamente essa comunhão familiar. Este é um tempo rico e propício ao desenvolvimento da vida familiar, tão necessário e tão fecundo. Em tempo de férias, entre as demais considerações feitas, aplica-se aquele princípio acima indicado: esta é uma oportunidade preciosa de «intercâmbio educativo entre pais e filhos, na qual cada um deles dá e recebe»[vi]. Ultrapassando algumas perspetivas individualistas, em que não raro cada um pode ser tentado a viver este tempo segundo as suas preferências pessoais, o turismo familiar «pode ser proposto como um meio muito eficaz para intensificar e inclusive recompor os laços familiares»[vii].

   Mas igual cuidado nos merecem os operadores e trabalhadores do setor do turismo. Em períodos de trabalho mais intenso, devido à sazonalidade da atividade turística, deverá atender-se, com especial cuidado, aos princípios que regulam a atividade laboral destes operadores e trabalhadores, de modo a que se garanta a sua necessária convivência familiar, evitando todas as formas de perturbação da comunhão familiar, algumas vezes com consequências graves de desagregação da família.[viii] Assim, o cumprimento de horários de trabalho, aliados ao tempo de descanso pessoal, de convivência familiar e mesmo social, garantirá às famílias destes trabalhadores a estabilidade a quem têm direito.

 

3. Propostas de ação pastoral

   Com o intuito de ajudar as famílias a viverem o tempo de férias, de lazer ou de viagem, como uma oportunidade de maior comunhão entre os seus membros; e conscientes de que toda a ação pastoral da Igreja deve favorecer o desenvolvimento e aprofundamento da vida familiar, promovendo «empenhadamente o bem do matrimónio e da família» (GS. 52); propomos algumas orientações práticas para a vivência das famílias, em tempo de férias e de lazer:

 

3.1. A programação das férias em família:

   – As famílias devem atender à programação do seu tempo de férias, prevendo espaços de vivência comum, que facilitem a partilha e o diálogo;

   – Deverão definir atividades de caráter recreativo ou lúdico, bem como espaços de enriquecimento cultural, a viver em comunhão familiar, compagináveis com os interesses distintos dos diversos elementos da família;

   – Para assegurar o autêntico encontro de pessoas, é fundamental que se considerem horários comuns, ainda que sem a rigidez do quotidiano. O tempo das refeições e de alguns momentos que as antecedem, ou que se lhe seguem, são propícios à partilha e ao diálogo, em tempo de maior descontração;

   – A capacidade de programar as férias atendendo aos interesses dos vários elementos da família é de fundamental importância, de modo a que todos partilhem interesses distintos, fomentando-se a capacidade de partilha e de atenção de uns para com os outros.

   – A celebração da fé em conjunto, na celebração dominical ou noutras celebrações públicas ou privadas, contribui, de modo singular, para a comunhão familiar – comunhão conjugal e comunhão de toda a família.

   – As famílias cristãs dispõem, nos seus períodos de lazer, de um tempo mais disponível para uma autêntica contemplação da criação e para a meditação da Palavra de Deus. Esta contemplação e meditação, em comunidade familiar, é fonte inesgotável de harmonia familiar.

 

3.2. O compromisso das comunidades cristãs:

   – O acolhimento é «o núcleo central»[ix] de toda a pastoral do turismo. O acolhimento das famílias, na comunidade cristã, é um dever fundamental e um dos primeiros meios, de que estas dispõem, para o serviço à causa das famílias;

   – As comunidades cristãs, particularmente as de maior afluência de visitantes e turistas, devem prever formas de acolhimento das famílias nas celebrações litúrgicas, particularmente na celebração do domingo; e, quanto possível, integrá-las nas próprias celebrações, particularmente quando estas participam já ativamente nas suas comunidades de origem;

   – Como os demais visitantes, as famílias deverão dispor de uma informação atualizada e próxima das atividades a realizar nas comunidades cristãs – celebrações litúrgicas, outras celebrações sacramentais ou de piedade e demais ações da comunidade;

   – Os párocos, com as equipas de pastoral familiar, poderão redigir um pequeno flyer, ou uma pequena carta, a distribuir às famílias que visitem as suas comunidades cristãs. Este flyer poderá ser distribuído na comunidade, após as celebrações, ou ser colocado em pontos-chave de informação e vivência turística (postos de turismo, hotéis, parques de campismo, espaços termais, centros de recreio ou culturais, etc.);

   – As comunidades cristãs, num ano especialmente orientado para a reflexão sobre a família, poderão realizar conferências, pequenos encontros de reflexão e de diálogo sobre a vida familiar, atendendo à diversidade dos seus membros e respetivas idades;

   – Algumas comunidades, fruto da sua dinâmica habitual, organizam pequenas festas ou espaços recreativos orientados para os seus membros. Em tempo de férias e de receção de visitantes, algumas comunidades poderão organizar pequenos espaços de convívio, que congreguem as famílias que se encontram de férias ou de visita, permitindo-lhes um espaço recreativo que seja construtivo pela sua mensagem;

   – A presença habitual e disponível do pároco, ou de outros sacerdotes, em horário definido, para o atendimento pessoal de cada visitante, pode ser uma oportunidade oferecida igualmente às famílias, particularmente àquelas que se encontram em maiores dificuldades; ou de acolhimento de algum dos seus elementos, cuja preocupação pode ser a comunidade familiar no seu todo, ou algum dos seus membros;

   – A Igreja, na sua missão profética, deve denunciar todas as formas de opressão da pessoa e de desagregação das estruturas básicas em que esta se insere, como é a família, «fundamento da sociedade» (GS. 52). Neste sentido, e atendendo a que tudo «o que existe na terra deve ser ordenado para o homem» (GS. 12), os cristãos devem exigir o respeito pelas leis laborais, particularmente no que se refere aos horários de trabalho, dos que se encontram a laborar na área do turismo, devendo estes articular-se com a vivência pessoal, familiar, religiosa e social de cada indivíduo. De modo algum se pode permitir que o trabalho se sobreponha aos demais direitos da pessoa, mesmo em tempo de precariedade laboral e quando a atividade é mais exigente.

 

   Para que a pastoral do turismo possa contribuir para um credível anúncio do “Evangelho da Família”, nada melhor do que o testemunho familiar autêntico dos casais cristãos, seja nas comunidades cristãs ou civis, com grande afluência de visitantes; seja nas estruturas locais que servem os turistas, ou entre os próprios operadores da área do turismo. Como refere o documento preparatório do Sínodo dos Bispos, «as famílias católicas, pela força da graça do sacramento nupcial, são chamadas a ser, elas mesmas, sujeitos ativos da pastoral familiar»[x].

   Se o tempo de férias e de lazer representa para o indivíduo uma possibilidade de realização pessoal e de criatividade, que contribui para a sua dignidade pessoal[xi]; representa para as famílias a oportunidade de revalorização da sua identidade, pela vivência dos afetos, da autêntica comunhão, da partilha e da criatividade, onde cada indivíduo se constrói plenamente como pessoa e se redescobre continuamente na alteridade, que o faz ser com os demais. Por isso reafirmamos que a família se encontra ao serviço do autêntico bem-estar da pessoa e da sociedade humana (cf. GS. 47). Por outro lado, o tempo de férias e de lazer representa para as comunidades cristãs uma oportunidade de evangelização – também no âmbito da pastoral familiar!

 

Pe. Carlos Alberto da Graça Godinho

Diretor da Obra Nacional da Pastoral do Turismo

 

 

 



[i] Cf. CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA – Carta Pastoral: A Família, esperança da Igreja e do Mundo. Nº 4. Lisboa: Secretariado Geral da Conferência Episcopal Portuguesa, 2004, nº 9, p. 9.

[ii] Ibidem, nº 8, p. 8.

[iii] PAPA JOÃO PAULO II – Homilia no Jubileu das Famílias. In CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA – Carta Pastoral: A Família, esperança da Igreja e do Mundo. Op. cit., nº 7, p. 7.

[iv] A este propósito veja-se: CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA – Carta Pastoral: A Família…, op. cit. nº 13 – 20, pp. 12 – 17; CONCILIO VATICANO II – Constituição Dogmática Gaudium et Spes. Edição de Bolso. Coimbra: Gráfica de Coimbra, 2002, nº 47, pp. 238 – 239; PAPA JOÃO PAULO II – Exortação Apostólica: A Família Cristã. 3ª ed. Braga: Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 1982. Nº 6 -7, pp. 14 – 15; SÍNODO DOS BISPOS – XIV Assembleia Geral Ordinária [4 – 25 de Outubro de 2015]: Lineamenta – A vocação e a missão da Família na Igreja e no Mundo contemporâneo. Nº 5 – 11, pp. 6 – 8.

[v] SÍNODO DOS BISPOS – XIV Assembleia Geral Ordinária: Lineamenta. nº 30, p. 12.

[vi] CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA – Carta Pastoral: A Família…, op. cit. nº 8, p. 8.

[vii] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES – Orientamenti per la Pastorale del Turismo. Policopiado. Cidade do Vaticano, 29 de Junho de 2001. Nº 23, p. 13.

[viii] Cf. Ibidem, nº 11, p. 6.

[ix] Ibidem, nº 19, p. 10.

[x] SÍNODO DOS BISPOS – XIV Assembleia Geral Ordinária: Lineamenta. nº 30, p. 12.

[xi] Cf. PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES – Orientamenti per la Pastorale del Turismo. op. cit., nº 6, p. 4.

Pastoral do Turismo: Continuidade e compromisso

  A Obra Nacional da Pastoral do Turismo, constituída, por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa, em 2012, acaba de completar o seu primeiro mandato, sendo agora reconduzida, para um segundo triénio, no serviço eclesial da pastoral do turismo.

   Consciente da amplitude do fenómeno do turismo, a Igreja compreende que a sua atenção e dedicação a este fenómeno não pode ser «marginal», mas sim «central»; não pode ser «extraordinária», mas «ordinária»[1] – para tomar as palavras de Jesús Garcia Burillo. Concretizando, particularmente, a exortação do Papa Bento XVI que, na sua mensagem dirigida ao VII Congresso Mundial da Pastoral do Turismo, realizado em Cancún, em Abril de 2012, escrevia: «exorto a fim de que a pastoral do turismo faça parte, de pleno direito, da pastoral orgânica e ordinária da Igreja»[2]. Exortação que surge em linha de continuidade com as orientações dos seus predecessores, da segunda metade do séc. XX, e com alguns dicastérios da Santa Sé e seus respetivos documentos[3], de que se destacam a Peregrinans in Terra, da Congregação para o Clero, de 30 de Abril de 1969; e as Orientações para a Pastoral do Turismo, do Pontifício Conselho para a Pastoral do Migrantes e Itinerantes, de 29 de Junho de 2001.

   Foi exatamente neste contexto, concretamente após o VII Congresso Mundial da Pastoral do Turismo, mesmo depois de algumas tentativas de organizar um serviço semelhante, em tempos mais recuados, mas sem continuidade, que se constituiu e organizou a Obra Nacional da Pastoral do Turismo, cuja missão é «promover um turismo englobante, que sirva a pessoa na sua totalidade; dinamizar a constante realização do bem comum, que o turismo permanentemente deve favorecer; e promover a evangelização, atendendo às possibilidades que o turismo oferece a esta ação prioritária da Igreja»[4]. Correspondendo a esta missão, enquanto visão da Obra Nacional, o empenho em «fomentar a pastoral do turismo nas Igrejas Locais, sempre em estreita relação com os serviços diocesanos»[5], o que – como veremos – constitui uma das suas prioridades.

   Por outro lado, cabe ainda à Obra Nacional da Pastoral do Turismo «manter o diálogo com as autoridades públicas, a fim de se estabelecerem formas de colaboração no que respeita às iniciativas de programação e supervisão da atividade turística»[6], como consta dos Estatutos da própria Obra; e segundo as diretivas da Santa Sé, que referem explicitamente: «a Conferência Episcopal e os Bispos individualmente procurem manter um diálogo permanente com as administrações públicas, nacionais e locais, com as demais entidades de promoção turística e com as associações de operadores e trabalhadores do turismo, a fim de que a colaboração da Igreja na construção de um mundo mais justo, mais pacífico e mais solidário se traduza em ações concretas»[7].

 

1. A Pastoral do Turismo

     O Turismo, pesem embora as novas abordagens que vão emergindo na sua compreensão, continua a entender-se como uma atividade eminentemente económica. Licínio Cunha define-o exatamente assim: «poderíamos definir o turismo como a atividade ou as atividades económicas decorrentes das deslocações e permanências dos visitantes»[8]. Ora, o turismo – não obstante essa importância económica, cuja atividade «se transformou numa das primeiras forças económicas, em todo o mundo; e detém o primeiro posto nalguns países»[9] – reclama uma visão mais alargada na sua compreensão e, particularmente, no seu serviço ao objeto da sua ação: a pessoa, nas suas deslocações. Na verdade, o turismo é uma atividade de pessoas para pessoas, pelo que deve compreender e servir a totalidade do ser humano, fundamentando-se numa séria antropologia, que compreenda todas as dimensões do homem – física, psíquica, afetiva, espiritual, social ou cultural. Além de que o turismo, enquanto atividade «multifacetada» e «multidimensional»[10], requer, ainda, a atenção da geografia, do direito, da sociologia, ou da ecologia.[11]

   É nesta visão holística do turismo que se compreende a pastoral do turismo. Não apenas na sua especificidade, enquanto realização da missão da Igreja, nesta área específica da atividade humana; mas também numa permanente atenção a todas as suas formas de realização, pois também ao turismo se aplica aquele princípio da Gaudium et Spes, do Vaticano II, de que «nada existe de verdadeiramente humano que não encontre eco no coração dos discípulos de Cristo» (GS. 1). Assim, se por um lado a pastoral do turismo, em Portugal, se propõe «iluminar a realidade humana do turismo com a Palavra de Deus»[12], consciente da permanente chamada à «saída missionária» (EG. 20), que nos é reproposta pelo Papa Francisco, sabendo que o fenómeno do turismo constitui hoje um «novo areópago da evangelização»[13]; por outro, visa «promover o respeito pela dignidade da pessoa humana e a procura do bem comum, expressos pela Doutrina Social da Igreja, em toda a atividade turística»[14]. O turista, enquanto pessoa, e todos os que trabalham no setor do turismo, devem constituir a primeira preocupação da Igreja, segundo aquela consciência de que «tudo o que existe na terra deve ser ordenado para o homem, como para o seu centro e vértice» (GS. 12). Assim, a pastoral do turismo pugnará por uma atividade turística de autêntico rosto humano, ao serviço da integridade da pessoa; do seu autêntico bem-estar pessoal e social. Bem como procurará, em colaboração com as demais instituições civis e eclesiais, que o turismo sirva a todos, realizando um autêntico bem comum, em que se realize o «pleno desenvolvimento da pessoa toda e de todas as pessoas» (PP. 42), promovendo – ainda na expressão da Populorum Progressio – o «humanismo total» (PP. 42).

   Feitas estas considerações, deverá entender-se que a pastoral do turismo não se pode reduzir a um dos seus campos de ação – turismo religioso, peregrinações ou fruição do património. A pastoral do turismo realiza-se em todos os campos da atividade turística, iluminando-os com a Palavra de Deus e com o Magistério da Igreja. Isto mesmo está definido estatutariamente, enquanto âmbitos gerais de ação da Obra Nacional da Pastoral do Turismo: turismo de lazer; turismo religioso; turismo dos cristãos; peregrinações e santuários; termalismo; todas as demais práticas turísticas.[15] Evidenciando que é nesta globalidade da atividade turística, em Portugal, que se move a pastoral do turismo, enquanto exercício da missão da Igreja neste setor da atividade humana. A requerer uma contínua criatividade pastoral, em consonância com o crescimento exponencial do turismo, em todo o território nacional.

 

2. Prioridades de ação para o novo triénio: continuidade e compromisso

    Volvidos três anos sobre a criação da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, cuja primeira preocupação foi a sua organização interna, podemos verificar como rapidamente este organismo se empenhou na concretização da sua missão. Sem, de forma alguma, pretender efetuar uma resenha de toda a nossa atividade, podemos considerar que logo, desde o início, nos comprometemos em seis grandes áreas de ação: a) mensagens e comunicações, de que se destaca, pela sua importância, a primeira – Turismo: um desafio à ação Pastoral, enviada a todas as paróquias do país; b) reuniões com entidades públicas e privadas, de que sublinhamos a importância das reuniões com o Turismo de Portugal; c) promoção da organização de serviços diocesanos de pastoral do turismo, reunindo com os Secretariados Diocesanos da Mobilidade Humana ou das Migrações e Turismo, para além das reuniões efetuadas em dioceses distintas; d) participação nas feiras do setor do turismo, com a Obra Nacional presente, por duas vezes, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL); e) primeiras ações de formação de guias-intérpretes, inicialmente em parceria com o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja e com o Santuário de Fátima; f) organização das Jornadas Nacionais de Pastoral do Turismo, com a sua primeira realização em Fátima, em Janeiro de 2014, estando agora em preparação as segundas Jornadas, programadas para o último trimestre do ano, em Braga.

   Se percorrermos os programas anuais de ação e os relatórios enviados pela Obra Nacional à Comissão Episcopal que a tutela, constatamos a diversidade de ações realizadas, num tempo relativamente curto, de um primeiro triénio. Não o afirmando por vanglória, mas na consciência de um dever cumprido, mesmo que com falhas nalguns propósitos; assente essencialmente no dinamismo de uma equipa empenhada que, no seu núcleo, se manteve coesa e motivada.

   Agora, reconduzidos para um novo mandato, que se prolonga pelo próximo triénio, urge dizer que é necessário fazer ainda mais e ainda melhor! Recolhida a experiência destes três anos, podemos valer-nos do know-how adquirido, para o colocar ao serviço de uma nova dinâmica de ação pastoral. Neste sentido, assumimos a continuidade num novo compromisso. Continuidade de uma equipa, ligeiramente remodelada; continuidade de alguns objetivos prioritários, de alguns projetos e de algumas estratégias; mas com uma atitude de permanente renovação na resposta pastoral aos desafios mais prementes, na atenção a realidades ainda não completamente assumidas e, essencialmente, ousando uma maior profundidade nos projetos pastorais a realizar. É com esta determinação que apresentamos as prioridades de ação pastoral para o próximo triénio.

 

2.1. Acolhimento

            O acolhimento constitui o «núcleo central»[16] da pastoral do turismo, seja na relação interpessoal, seja na relação com as comunidades de receção de visitantes ou turistas. As comunidades cristãs, enquanto espaços privilegiados de proximidade, onde se exerce toda a ação pastoral[17] e, consequentemente, a pastoral do turismo, deverão promover diversas formas de acolhimento – nas celebrações litúrgicas, o primeiro locus deste acolhimento[18]; nas demais celebrações e vivências comunitárias; na informação disponibilizada em locais próprios; ou na palavra escrita, dirigida, especialmente, aos visitantes que aí se encontram ou por elas passam. A Obra Nacional prosseguirá, em esforço conjunto com as dioceses, a oferta de orientações para a vivência do acolhimento; e, particularmente, dos materiais necessários, para as celebrações litúrgicas, já disponíveis na página web da Obra Nacional. Neste momento em inglês; de futuro – assim o esperamos -, em francês e em espanhol.

 

2.2. Relação com as Dioceses e promoção de Serviços Diocesanos de Pastoral do Turismo

           Prioridade das prioridades continuará a ser a promoção e incremento dos serviços diocesanos de pastoral do turismo. É nas dioceses e segundo as suas orientações, em conformidade com as orientações da Igreja, que se desenvolve toda a pastoral do turismo; estendendo-se, posteriormente, às comunidades paroquiais. A Obra Nacional, enquanto organismo da Conferência Episcopal, está ao serviço das dioceses, exercendo em articulação com os seus secretariados e departamentos de pastoral do turismo, toda a sua atividade.[19] O esforço da Obra Nacional continuará a centrar-se no diálogo com os Senhores Bispos ou seus delegados pastorais, bem como com os Secretariados Diocesanos da Mobilidade Humana, ou das Migrações e Turismo, no sentido de se constituírem em todas as dioceses serviços de pastoral do turismo.

   Esta tem sido uma área de ação mais morosa, mas que manifesta já alguns frutos. Se a diocese do Algarve sentiu a urgência de uma resposta pastoral ao nível do turismo, antes mesmo de constituída a Obra Nacional; logo foi secundada pela diocese de Bragança-Miranda, que soube acolher o turismo como meio de evangelização e de «desenvolvimento integral do Nordeste Transmontano»[20], como se pode ler nos seus objetivos de ação. Mas outras dioceses organizaram, ou estão a organizar, entretanto, serviços idênticos de pastoral do turismo. Assim, o Patriarcado de Lisboa, que nos acolhe, apresentará, muito em breve, o seu projeto de ação pastoral para a área do turismo, o que muito nos alegra, considerando a singularidade da capital portuguesa no panorama do turismo em Portugal, bem como todo o território da diocese olisiponense, com toda a sua diversidade. O mesmo se poderá dizer de Braga, que acaba de constituir um serviço diocesano de pastoral do turismo, onde o património religioso, material e imaterial, marca a identidade de uma região. Certamente um serviço que atuará em esforço consertado com as múltiplas confrarias e demais associações de fiéis que muito poderão contribuir para o dinamismo desta ação pastoral. Mas outras dioceses estão igualmente em processo de constituição de serviços de pastoral do turismo – Coimbra e Portalegre – Castelo Branco. A que acresce, ainda, a manifestação de vontade de alguns responsáveis diocesanos, no intuito de corresponder a esta solicitação da Igreja, como se pode apurar das expressões de alguns responsáveis pastorais das dioceses de Vila Real, Beja e Viseu.

   Não obstante, este é ainda um longo caminho a percorrer, no sentido de permear todo o território nacional; com as vinte Igrejas Locais, e uma jurisdição equivalente, a responder a esta necessidade pastoral – dos grandes centros, como o Porto, às dioceses do interior; das ilhas, às dioceses do litoral continental; ou ainda com aquelas que se estendem na paisagem plana do sul. Certo é que pastoral do turismo, em Portugal, será, em boa parte, o que as dioceses forem capazes de realizar. Da nossa parte, tudo faremos para apoiar os serviços constituídos ou a constituir, conscientes do mandato que nos foi confiado pela Conferência Episcopal Portuguesa.

2.3. Implementação do projeto «Portas Abertas»

           Um dos projetos que mais nos tem mobilizado é o denominado «Projeto Portas Abertas». Sem entrar em detalhes, porquanto será apresentado de seguida, refiro apenas três notas sobre esta iniciativa: primeiro, insere-se no âmbito dos objetivos da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, já que um dos seus objetivos específicos é exatamente «propor programas de formação especializada para guias turísticos e operadores do turismo, no intuito de dispormos de agentes pastorais devidamente preparados»[21]. Depois, tem a vantagem de comportar um compromisso social e de emprego, uma vez que se destina à requalificação de licenciados desempregados ou equivalentes. Por fim, permitirá a cooperação interinstitucional, envolvendo a parceria de várias instituições em ordem a um desígnio comum. É com grande esperança de sucesso, contando com o envolvimento de todas as partes – instituições civis e eclesiásticas -, que abraçamos este projeto.

 

2.4. Definição e publicação de roteiros de património religioso

           Em Portugal, cerca de 75% dos bens culturais são de origem religiosa, constituindo «o setor mais extenso do universo patrimonial português»[22]; muito dele pertencendo à Igreja ou estando à sua guarda. Certo é que nem sempre disponível para a necessária fruição dos visitantes, tantas vezes «longe dos olhares curiosos da cultura ou da mensagem cristã»[23], resguardado de possíveis assaltos, para tomar as palavras de D. Pio Alves. Realidade a que se contrapõem os permanentes pedidos, dos diversos agentes turísticos, no sentido de que este património esteja disponível para visita, com horários definidos. Partilhando do princípio, afirmado pelo presidente do Turismo de Portugal, de que «o património religioso faz parte integrante da nossa cultura e desempenha um papel determinante na diferenciação do destino Portugal», a Obra Nacional da Pastoral do Turismo irá promover a elaboração de um modelo de roteiro, a enviar a todas as paróquias, de modo a que se incremente a abertura das nossas igrejas e demais património; e o mesmo se dê a conhecer numa plataforma comum. Entre os vários itens da página web da Obra Nacional, um deles está exatamente vocacionado para essa divulgação.

   Temos já algumas boas práticas, é certo: os roteiros elaborados em parceria entre o Turismo de Portugal e o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja; ou ainda os roteiros publicados nas páginas web das dioceses do Algarve e de Bragança-Miranda. Mas urge ir muito mais além.

 

2.5. Caminhos de Peregrinação

           Entre os múltiplos caminhos de peregrinação que poderíamos considerar, em Portugal, destacam-se dois, pela sua singular importância: Fátima e Santiago de Compostela. Relativamente a Fátima, a Obra Nacional, que tem tido um grande acolhimento por parte do seu Santuário, disponibiliza-se para colaborar, dentro dos seus limites e competências, na definição e valorização de um percurso de peregrinação seguro e que responda às necessidades dos peregrinos. Consciente de que este trabalho, já iniciado, é da competência própria do Santuário e dos Municípios Portugueses.

    Já no que se refere aos Caminhos de Santiago, a Obra Nacional está apostada na revalorização da identidade profunda do Caminho, nem sempre considerada e valorizada, ainda que num contexto de peregrinação muito distinto do originário. Por outro lado, pretende continuar o trabalho de colaboração com as demais instituições, públicas e privadas, que se ocupam desta matéria. Desde logo, na senda do trabalho iniciado pelo Turismo de Portugal que, em Abril passado, sentou à mesma mesa várias instituições, entre as quais a Obra Nacional, para definir objetivos, projetos e orientações comuns para a valorização dos Caminhos de Santiago.

   Registando com agrado o aparecimento recente de um guia espiritual para a valorização do Caminho de Santiago, editado pelo Apostolado de Oração, bem como um GPS do peregrino, para os caminhos de Fátima, a Obra Nacional propõe-se divulgá-los; bem como suprir outras necessidades de animação espiritual, se necessário em comum com a Oficina do Peregrino, para os Caminhos de Santiago; e com o Santuário de Fátima, para os seus peregrinos.

 

2.6. Jornadas Nacionais de Pastoral do Turismo

           As Jornadas Nacionais de Pastoral do Turismo, previstas nos Estatutos da Obra Nacional[24], pretendem ser um laboratório de ideias, atentas às novas realidades suscitadas pela atividade turística e pelas orientações da Igreja. Por outro lado, serão sempre um espaço de partilha com os Secretariados Diocesanos, na perspetiva de viver a cooperação entre todos, em ordem à permanente renovação da ação pastoral. É com estes objetivos que continuaremos a realizá-las, em regime bienal.

 

Conclusão

   A concluir, diremos que se estas seis prioridades nos deverão mobilizar, no triénio que agora se inicia, não podemos descurar, todavia, outras ações já em curso, ou que entendemos como absolutamente necessárias, na programação da Obra Nacional da Pastoral do Turismo. São elas a publicação das Orientações para a Pastoral do Turismo, do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, em pré-edição; a publicação de um desdobrável com orientações para a organização de peregrinações aos grandes centros de peregrinação internacionais, atentos ao regime de outgoing; o diálogo e cooperação – já expressos ao longo desta comunicação – com todas as entidades públicas e privadas que servem o turismo, bem como com os demais organismos eclesiais; a relação e diálogo com outros organismos nacionais de Pastoral do Turismo, particularmente da vizinha Espanha, em ordem à partilha de experiências e criação de sinergias, que potenciem um serviço cada vez mais qualificado, como aconteceu já nas primeiras Jornadas de Pastoral do Turismo, com a presença de responsáveis espanhóis; ou ainda a dinamização da página web da Obra Nacional, estando nós em conversações com outra instituição eclesial, no sentido de fazer a sua manutenção e atualização.

   Se, em 2004, o Pe. Rui da Silva Pedro lamentava a falta de um organismo da Conferência Episcopal Portuguesa, que dinamizasse a reflexão teológica e ação pastoral na área do turismo, bem como a formação de agentes pastorais especializados, num artigo que denominou – Turismo: a pastoral das oportunidades perdidas[25]; volvidos cerca de dez anos já não é assim. A Obra Nacional da Pastoral do Turismo foi constituída e está determinada a continuar a missão eclesial que lhe foi confiada. Mas, para tanto, é necessário o empenhamento de todos – dioceses, paróquias, demais organismos eclesiais – para que a pastoral do turismo não se identifique apenas com um serviço nacional e alguns secretariados diocesanos, mas possa permear toda a rede de comunidades paroquiais, num serviço integral à pessoa do turista. Então, sim, o turismo será ocasião de uma oportunidade ganha, na resposta a este autêntico sinal dos nossos tempos (cf. GS. 4).

Padre Carlos Alberto da Graça Godinho



* Diretor da Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT).

[1] Cf. GARCIA BURILLO, Jesús – Igleia y Turismo. Conferência nas Jornadas de delegados de Pastoral do Turismo. Policopiado. Ávila, 11 – 13 de Novembro de 2009, p. 11 (Disponível em: www.conferenciaepiscopal.es).

[2] PAPA BENTO XVI – Mensagem por ocasião do VII Congresso Mundial da Pastoral do Turismo. Policopiado. Vaticano, 18 de Abril de 2012.

[3] Cf. GODINHO, Carlos Alberto da Graça – Pastoral do Turismo e Igreja Diocesana. Policopiado. Conferência proferida nas Ias Jornadas Nacionais de Pastoral do Turismo. Fátima, 10 e 11 de Janeiro de 2014, pp. 3 – 5.

[4] OBRA NACIONAL DA PASTORAL DO TURISMO – Desdobrável de apresentação da Obra. [Impresso em Janeiro de 2013].

[5] Ibidem.

[6] OBRA NACIONAL DA PASTORAL DO TURISMO – Estatutos. Aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa a 10 de Janeiro de 2013, art. 5, al. f).

[7] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES – Orientamenti per la Pastorale del Turismo. op. cit., nº 30, p. 16.

[8] CUNHA, Licínio – Introdução ao Turismo. 4ª Edição. Lisboa: Editorial Verbo, 2009, p. 29.

[9] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES – Orientamenti per la Pastorale del Turismo. op. cit., nº 4, p. 3.

[10] PEREIRO PÉREZ, Xerardo – Turismo Cultural. Uma visão antropológica. Tenerife: PASOS – Revista de Turismo e Patrymonio Cultural. Colección PASOS Edita, nº 2, 2009, p. 4.

[11] Cf. PEREIRO PÉREZ, Xerardo – Turismo Cultural. Op. cit., p. 4.

[12] OBRA NACIONAL DA PASTORAL DO TURISMO – Estatutos. op. cit., art. 4º, al. a) – Objetivos globais.

[13] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES – Orientamenti per la Pastorale del Turismo. op. cit., nº 18, 10.

[14] OBRA NACIONAL DA PASTORAL DO TURISMO – Estatutos. op. cit., art. 4, al. b) – Objetivos globais.

[15] Cf. OBRA NACIONAL DA PASTORAL DO TURISMO – Estatutos. op. cit., Art. 3º.

[16] Cf. PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES – Orientamenti per la Pastorale del Turismo. op. cit., nº 19., p. 10.

[17] Cf. GARCIA BURILLO, Jesús – Iglesia e Turismo. Jornada de Delegados de Pastoral do Turismo. Policopiado. Ávila, 11 – 13 de Novembro de 2009, p. 11. [Disponível em: www.conferenciaepiscopal.es ]

[18] Cf. GODINHO, Carlos Alberto da Graça – O Acolhimento na Pastoral do Turismo. Mensagem da ONPT para o início da época balnear de 2014. Policopiado. Lisboa, 11 de Julho de 2014, p. 2.

[19] Cf. OBRA NACIONAL DA PASTORAL DO TURISMO – Estatutos. op. cit., art. 6º, nº 1 – Relacionamento com as Dioceses.

[20] PASTORAL DO TURISMO DE BRAGANÇA-MIRANDA – Projeto: objetivos. Disponível in: www.ptbm.pt.

[21] OBRA NACIONAL DA PASTORAL DO TURISMO – Estatutos. op. cit., art. 5º, al. e).

[22] PEREIRA, Varico da Costa – Turismo Cultural e Religioso em Braga e Santiago de Compostela: proposta de criação de um produto comum. Xunta de Galicia: Conselleria de Inovación e Industria. Dirección General de Turismo, 2008, p. 12.

[23] D. PIO ALVES – Apresentação. In SALDANHA, Sandra Costa (Coord.) – Guia das Boas Práticas de Interpretação do Património Religioso. 1ª Edição. Lisboa: Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja / Turismo de Portugal, 2014, p. 6.

[24] Cf. OBRA NACIONAL DA PASTROAL DO TURISMO – Estatutos. op. cit., art. 5º, al. g); cf. Ibidem, art. 6º, nº 2.

[25] PEDRO, Rui M. da Silva – Turismo: a pastoral das oportunidades perdidas. Policopiado.In Agência Ecclesia, 13 de Julho de 2004.