FEVEREIRO 2021

Ao publicar este número da sua Newsletter, a ONPT tem como objetivo dar voz a vários operadores que atuam na área do turismo – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) e Associação de Hotelaria de Portugal (AHP); bem como, na área do turismo religioso, à Confraria do Bom Jesus de Braga e ao Patriarcado de Lisboa.

Depois de uma quebra inaudita na atividade turística, com a extrema limitação da mobilidade humana, devido à pandemia por Covid-19, e todas as suas consequências económicas, sociais, culturais e espirituais, o olhar é agora de esperança: na expectativa de retoma da atividade, a curto prazo, num processo que se espera contínuo e com valores que se possam aproximar paulatinamente do passado recente. Para tal, o processo de vacinação constitui um elemento decisivo, como refere o presidente da APAVT, Pedro Ferreira. Mas sublinhando, contudo, a necessidade de “solidariedade e de entreajuda”. Com efeito, para além dos critérios de justiça e de equidade, que devem definir o processo de distribuição de vacinas aos vários países, o turismo só poderá ser uma atividade segura se houver esta solidariedade entre pessoas e povos! Expressando assim, também, a sua vocação de atividade humana que revaloriza a “relação com o outro”, gerando uma nova “esperança na Humanidade”, como refere ainda a presidente da AHP. 

Após este trauma humano, vivido à escala global, somos chamados a repensarmo-nos na nossa relação interpessoal, no modus operandi das nossas atividades industriais e comerciais, bem como na relação com a criação, que nos foi legada. Este tempo de pandemia tem sido um tempo de forte aprendizagem! E se assim é para as diversas atividades humanas, não poderia deixar de o ser, muito particularmente, para o turismo. O futuro não poderá ser exatamente igual. A Confraria do Bom Jesus de Braga coloca o acento na sustentabilidade, para afirmar a necessidade de fomentar um turismo verdadeiramente sustentável. E o Patriarcado de Lisboa sublinha a necessidade de um turismo que seja “instrumento de proximidade”, citando as palavras do Papa Francisco. Por seu turno, ainda, Cristina Siza Vieira, presidente da AHP, deixa-nos entrever um turista – peregrino, capaz de caminhar ao encontro do outro, nessa ansiada renovação do encontro entre pessoas e culturas.

Porque este compromisso de renovação da atividade turística tem de ser verdadeiramente um compromisso de todos, deixamos aqui, ainda, os catorze princípios elencados pela Organização Mundial do Turismo, publicados pelo Turismo de Portugal, com essa perspetiva de se promover a sustentabilidade, viajando com “Propósito e Responsabilidade”. Bem como as considerações da Presidência Portuguesa da EU, que se pautam por propósitos semelhantes.

Nesta Newsletter damos ainda nota da distinção de Braga como “melhor destino Europeu 2021”.

Agradeço à Rosário Frazão a organização desta Newsletter, com a colaboração da Natalina Ferreira, deixando-nos aqui a partilha e o diálogo entre todos os que operam e animam – económica, social, cultural, espiritual e pastoralmente – a atividade turística. Que, de mãos dadas, todos sejamos parte de uma autêntica recuperação da atividade turística: nas suas dimensões económica e social, mas igualmente humana, cultural, espiritual e sustentável, gerando um novo progresso definido pela lógica da proximidade e fraternidade, nessa relação renovada com o outro e com os outros – pessoas e povos!

Pe. Carlos Alberto Godinho

Diretor da ONPT

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Turismo, um instrumento de proximidade

 A pandemia “não nos pode paralisar ou privar-nos de uma visão positiva para o futuro”, é uma das principais frases que se pode ler na mensagem para o 41º Dia Mundial do Turismo. Com uma drástica diminuição da mobilidade, o turismo, um dos segmentos da sociedade mais afetados, não pode ficar paralisado e temos que aproveitar esta crise pandémica, como nos recorda o Papa Francisco, para descobrir ou até mesmo redescobrir lugares ou histórias que se encontram escondidas ou menos conhecidas.

É com este convite que neste momento trabalhamos na consolidação de novas rotas, itinerários e visitas guiadas de locais ou caminhos menos conhecidos. Exemplo disso é a nova Rota proposta pelo Quo Vadis Lisboa: a “Rota de Santo António em Lisboa”, onde se visita as já muito conhecidas Igreja de Santo António, Sé de Lisboa, Mosteiro de São Vicente de Fora, mas foram introduzidas nesta rota duas outras igrejas menos visitadas e com grande valor histórico e religioso, como são as Igrejas de São João da Praça e do Vale de Santo António. Outro exemplo, é a criação de um novo Itinerário que será lançado brevemente, “Aqui nasceu Santo António”, onde este novo itinerário pretende dar a conhecer uma fase da vida de Santo António menos conhecida dos turistas e até mesmo de muitos católicos, o nascimento e infância do santo lisboeta.

Neste momento, o turismo pode e deve “converter-se num instrumento de proximidade” recorda-nos o Papa Francisco, por isso, temos aproveitado este momento que nos encontramos, para potenciar uma interação positiva com as várias instituições e paróquias, para que todas as nossas propostas culturais sejam valorizadas no cuidado pelo acolhimento e acompanhamento de todos e também uma maior ação coletiva com os guias-intérpretes, que neste momento nos encontramos a trabalhar na criação conteúdos digitais das nossas visitas guiadas, mantendo o contacto com o nosso público que neste momento se encontra confinado.

José Manuel Pimenta
Turismo - Patriarcado de Lisboa

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O Turismo Sustentável e o Património Religioso

A necessidade emergente de dar sustentabilidade aos destinos turísticos, nomeadamente aos que registavam uma maior procura, por via da sua capacidade de atração, leva-nos a repensar a forma como se organiza o acolhimento dos turistas e peregrinos. Existem vários espaços religiosos, com grande atratividade turística, em Portugal e no Mundo, que devem aproveitar este momento para reorganizar o acolhimento dos turistas e peregrinos, minimizando os impactos negativos que podem causar no local. A este respeito, a Arquidiocese de Braga tem realizado esse trabalho em vários Santuários e na sua Sé Catedral.

A sustentabilidade é um tema relativamente recente e está na ordem do dia, a nível nacional e internacional, seja na política, na sociedade, nas empresas, nas universidades ou em outras realidades, o que vem justificar uma atuação por parte das entidades gestoras destes bens.

O conceito de sustentabilidade relativamente ao turismo enquadra-se no respeito pelo meio ambiente, a identidade cultural, a economia, a sociedade, ou outros (McIntosh et al, 2002).

A sustentabilidade no turismo é um caminho incontornável e assumido, cada vez mais, com crescente consciência pelos agentes do setor e, significa que tem em conta as necessidades dos visitantes, do setor, das comunidades locais e os seus impactos ambientais, económicos e sociais no presente e no futuro.

A este respeito e, por via das circunstâncias que vivemos, teremos de referir, também, a atual pandemia do COVID-19, que veio causar um impacto negativo, sem precedentes, na sociedade e na economia, especialmente nas atividades dependentes da globalização, como a industria da mobilidade, onde se insere o sector do turismo. Poderá, no entanto, ser uma oportunidade para repensar a atividade turística, onde o turismo sustentável poderá impor-se e surgir como uma alternativa ao turismo de massa. Apesar de todas as incertezas, este poderá ser o momento ideal para planear novas estratégias de gestão de destinos, massificados ou não, como o caso do nosso património cristão.

O património religioso e a sustentabilidade turística do mesmo é um tema urgente, um dos melhores exemplos será o Vaticano, que é o país do mundo que mais turistas recebe, comparado com a sua população. Recebe 6.000.000 de turistas, por ano, para 825 habitantes, numa área de 44 hectares, onde apenas um terço desta área é visitável.

Os efeitos no património físico são facilmente visíveis, por exemplo, os milhões de visitantes anuais têm prejudicado a integridade das pinturas da Capela Sistina. A outro nível, João Duque (2013) alertava sobre os problemas com a secularização do património religioso, onde a pressão turística pode levar à perda da autenticidade do património religioso cristão, referindo que “o turismo religioso terá que ser um turismo que evite a completa musealização do património religioso”.

Sabemos que se o turismo não for equilibrado e sustentável, tem efeitos negativos sobre os recursos e o destino. Preservar e valorizar o território, os recursos, o património é uma tarefa de longo prazo, exigente e multidisciplinar, que obriga a uma mobilização e participação ativa de todos, Igreja, entidades gestoras, estado, empresas e população. Só assim podemos melhorar o acolhimento de quem chega, permitindo uma experiência enriquecedora e positiva e, melhorar a segurança e a qualidade de vida da comunidade local.

Varico Pereira
Confraria do Bom Jesus do Monte, Braga

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Palavra à Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo

A Recuperação económica das agências de viagens está intimamente ligada à resolução da situação pandémica. A mobilidade internacional e a confiança para viajar assim o determinam.

Depois do período mais complicado das nossas vidas empresariais, a notícia da vacina representa uma luz brilhante ao fundo do túnel, e a rapidez e efetividade com que a vacinação se verificar definirão a velocidade com que esta luz se aproximará de nós.

Este tempo de espera é um tempo de perdas, de incertezas, de ansiedade e até de algum sentimento de incompreensão ou injustiça.

Mas terá de ser também, sobretudo, um tempo de entreajuda e solidariedade, quer pessoal quer empresarial. A primeira noção que ficou absolutamente nítida para a APAVT, e que tem norteado toda a nossa estratégia e ações, é que, desta crise, ninguém sairá vivo sozinho.

É hora, pois, de darmos as mãos e tratarmos, enquanto pessoas, uns dos outros e, enquanto sector, de todas as empresas.

Mais tarde, com um sorriso nos lábios, esperemos…, trataremos de, uma outra vez, competirmos no mercado, tentado todos criar valor para os nossos clientes.

Pedro Ferreira
Presidente da APAVT

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Palavra à Associação de Hotelaria de Portugal

Gosto muito da expressão ‘peregrinar’: empreender uma viagem, um caminho para um destino. Tanto como gosto da expressão ‘Wanderlust’ (do alemão wandern: 'caminhar' + Lust : 'desejo'). É o que todos sentimos no meio desta prisão a que a pandemia nos condenou. Privados que estamos da liberdade de sair, fechados no nosso casulo, varre-nos já não um mero capricho ou vontade de viajar, mas uma ânsia incontrolável de explorar o Mundo, de ir a qualquer lugar, mesmo em qualquer direção. Que lugar é esse? Geográfico? Espiritual? Quem procuramos nesse lugar? Uma entidade, mística ou espiritual? Nós próprios? O Outro?

Nos tempos melhores que seguramente virão, vai ser difícil distinguir entre peregrinos e turistas, posto que todos estaremos unidos por uma motivação: redescobrir o Mundo. E nas viagens que fizermos, redescobrirmos a nossa relação com o Outro e recuperar a fé e esperança na nossa humanidade.

Cristina Siza Vieira
VP Executiva da AHP

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Presidência Portuguesa da EU quer “construir um modelo sustentável de turismo”.

Conheça as medidas

Portugal iniciou este mês de janeiro aquela que vai ser a sua quarta presidência da União Europeia desde 1986, ano em que integrou a comunidade. Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, apresentou, esta terça-feira, numa audição por videoconferência na comissão de Transportes e Turismo do Parlamento Europeu, as prioridades a curto, médio e longo prazo que Portugal pretende promover no decorrer da sua presidência para o Turismo, setor economicamente importante para a maioria dos estados-membros, onde se inclui Portugal.

Construir uma Europa “mais social, mais verde, mais resiliente e mais global” é um dos motes que norteia as medidas que a presidência portuguesa pretende dinamizar no setor do Turismo. Para tal, Rita Marques avançou que vão ser implementados “princípios de desenvolvimento sustentável e de transição verde e digital” nas medidas que vão acompanhar a reabertura do turismo, numa altura em que se atravessa um momento difícil devido à situação pandémica. “A nossa presidência irá propor um documento de conclusões do Conselho que pretende ser uma afirmação de que em conjunto e por via do Turismo podemos contribuir para a retoma socioeconómica da Europa e também naturalmente para uma Europa mais sustentável, mais verde, mais digital”, referiu a representante portuguesa.

O documento pretende apresentar visões a curto, médio e longo prazo para o Turismo. A curto prazo, Rita Marques destacou a manutenção do suporte financeiro que permita ou viabilize a sobrevivência, “precisamos  de continuar a trabalhar para salvar empresas e empregos”.
Importante também  a curto prazo é o trabalho coordenado dos estados-membros dentro da União Europeia, sobretudo ao nível do “reconhecimento dos testes, certificação das vacinas, uniformização dos ‘passenger locator cards’”. Ou seja, “trabalhar para mitigar as restrições à livre circulação e assegurando sempre informação clara para os consumidores”, defendeu.

Médio e longo prazo

Já a  médio e longo prazo, a presidência portuguesa pretende “melhorar a resposta financeira da União Europeia a um dos sectores mais afetados pela pandemia acelerando a sua recuperação”, de forma a melhorar “a sua resiliência e aumentando a sua sustentabilidade”.

“Construir um modelo sustentável de turismo garantindo que este é ambientalmente equilibrado e economicamente saudável e não impeça as gerações futuras de satisfazer as suas necessidades” é outra das medidas a longo prazo anunciadas pela governante portuguesa à comissão dos Transportes e Turismo do Parlamento Europeu. Assim, como principais ações, Portugal pretende “manter um diálogo muito regular com todos os atores do setor, incluindo o Parlamento”, mas também melhorar as estatísticas do turismo desenvolvendo “uma gestão digital do big data, de tantos números e informações que nos podem ajudar a ter um melhor conhecimento”.

A criação de um guia para as empresas de turismo que reúna  todas as regras ligadas ao financiamento comunitário, mas ainda a criação de um painel de avaliação do turismo – EU Tourism Scoreboard -, “uma ferramenta que será muito útil para melhor conhecer e gerir o setor”, são outras das medidas que se pretende dinamizar. A presidência portuguesa pretende desenvolver também uma agenda do turismo europeu, 2030-2050, que será trabalhada na reunião ministerial prevista para o mês de maio.

“O lema da presidência portuguesa é “É tempo de agir”, e é isso que estamos a fazer, agir hoje para garantir um futuro melhor de todos os que trabalham ou vivem do setor do turismo e de todos aqueles  que encontram no turismo ou nas viagens o orgulho de ser europeu”, concluiu a responsável.

Raquel Relvas Neto, Publituris – 26/01/2021

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Viajar com propósito e responsabilidade

Sustentabilidade / Boas práticas

O setor do Turismo tem sido das atividades mais afetadas pela pandemia. Se ontem discutíamos o overcrowding e o desenvolvimento sustentável do turismo, o desafio hoje é recuperar a procura e criar condições para que se possa novamente viajar.
No entanto, o crescimento das viagens deve ser efetuado de forma sustentável e com responsabilidade.
A atividade turística para voltar a crescer tem de o fazer de forma a ser inclusiva, minimizar os impactos ambientais sobre as regiões de destino, promoção do desenvolvimento das comunidades locais e proteção das culturas locais.
Quando se viaja com responsabilidade isso deverá traduzir-se numa contribuição positiva para a manutenção dos ecossistemas, a preservação do património cultural e benefício das comunidades locais.​

Foi nesse sentido que o WTTC elencou 14 conselhos para se viajar de forma sustentável:
 
1.    Viagens com significado
Exploração aprofundada de um destino, com o foco em causar um impacto duradouro. Conhecer bem um lugar, pode trazer benefícios adicionais para o viajante, para a comunidade local e para o meio ambiente.
 
2.    Operador Turístico Sustentável
Se está a planear reservar a sua próxima viagem com um operador turístico, escolha com cuidado. Existem muitos operadores que oferecem experiências culturais e naturais de imersão fantásticas, enquanto garantem impactos sociais e ambientais positivos no destino e nas comunidades locais. Eles planeiam viagens de forma a incentivar o turismo responsável, inspirando e educando os viajantes a respeitar o meio ambiente e as comunidades que visitam.
 
 
3.    Alojamento Sustentável
Todos os tipos de alojamento podem ser sustentáveis, desde um hotel a uma casa de família, se o viajante procurar as certificações certas. As casas de família beneficiam a subsistência das comunidades locais e contribuem para a economia local. Ficar num hotel contribui para manter empregos e criar oportunidades. Muitos hotéis adotam práticas sustentáveis (gestão de resíduos, otimização de consumos de água e energia, e envolvência em causas sociais e ambientais). Antes de reservar alojamento, o viajante deve procurar certificações de turismo sustentável.
 
4.    Bagagem “Light and Smart”
Tente viajar o mais leve possível, para reduzir o impacto da sua bagagem nas emissões de carbono. Cada quilo a mais de bagagem implica um gasto de combustível adicional. O viajante também deve incluir na sua bagagem itens que ajudem a reduzir o desperdício de plástico, como uma máscara reutilizável, uma garrafa recarregável, um purificador ou filtro de água, uma mala reutilizável e os seus próprios produtos de higiene pessoal.
 
5.    Destino sustentável
Pense em descobrir o seu destino de forma responsável. Essa opção é a mais amiga do meio ambiente e do seu orçamento, e também podem ser divertidas.
 

6.    Alimentos de origem local

Escolher restaurantes com alimentos de origem local, visitar mercados com produtores locais e bancas de comida não só ajudará a apoiar as comunidades locais e as suas economias, mas também permitirá reduzir o impacto ambiental da sua refeição.

 

7.    Impacto social positivo

Uma boa maneira de retribuir ao destino é apoiando o comércio e os artesãos locais. Se gosta de comprar alguns souvenirs, tente procurar feiras de arte e artesanato, boutiques e outros pequenos negócios. Ao comprar bens produzidos localmente, o turista estará a contribuir para a preservação das tradições locais e do património cultural. Da mesma forma, se o turista participar em visitas guiadas, deverá certificar-se de que sejam guiadas por moradores locais e que eles serão os principais beneficiados.

 

8.    Preservar animais e natureza

Visitar locais de excecional beleza natural e observar a vida selvagem são bons motivos para viajar. Para garantir um impacto positivo sobre os animais e a biodiversidade nos destinos, deverão os visitantes procurar passeios que respeitem a vida selvagem e mantenham uma distância segura de qualquer animal. O turista deverá certificar-se que participa apenas em atrações que tratam os animais de forma correta e não afetam negativamente o seu bem-estar. Para evitar o incentivo à exploração da vida selvagem, não deverão ser comprados produtos de espécies ameaçadas de extinção.

 

9.    Respeitar a cultura e as tradições

Ser um viajante responsável e consciente envolve uma apreciação e respeito genuíno pela cultura local do destino. O viajante deverá ser sensível às tradições das comunidades e estar atento ao visitar locais históricos, certificar-se de que segue todos os códigos e regras de comportamento social.

 

10.  Gestão responsável de resíduos

O viajante deverá incluir na sua bagagem itens que ajudem a reduzir o desperdício, como máscaras reutilizáveis. Ainda assim, poderá não ter itens reutilizáveis à mão quando estiver em restaurantes ou em lojas. Numa situação dessas, deverá solicitar, sempre que possível, garrafas de água feitas de vidro e tentar utilizar sacos de tecido. Use os itens o máximo possível! Não é apenas melhor para o meio ambiente, como dessa forma, o viajante estará a ajudar a sensibilizar as pessoas ao seu redor. Nós inevitavelmente produzimos resíduos, então quando o viajante o fizer, deverá certificar-se de que os descarta de forma adequada.

 

11.  Compensar as emissões

Todos temos impacto sobre as emissões de carbono quando viajamos. Embora haja uma crescente consciencialização sobre o impacto das viagens e do turismo nas emissões de carbono, acredita-se que a resposta não é parar de viajar, mas procurar fazê-lo de forma inteligente e fazer com que o nosso impacto seja irrelevante. Deverão escolher-se voos diretos em vez de outros com escalas, já que a maior quantidade de emissões ocorre na descolagem e na aterragem. O viajante poderá usar uma calculadora de carbono para compensar alguns aspetos da viagem e assim contribuir para projetos que ajudam a construir e a restaurar a resiliência ambiental e social.

 

12.  Consumos eficientes de água e energia

Além das emissões de carbono, é importante pensar também no seu próprio consumo de energia. Uma vez instalado no seu alojamento, o viajante deverá lembrar-se de desligar as luzes e o ar-condicionado ao sair do quarto, pendurar a toalha para secar e reutilizar, desligar a água ao escovar os dentes e usar temperatura moderada quando toma banho. Tudo isso podem parecer detalhes insignificantes, mas se todos nós fizermos isso, certamente ajudará a preservar a energia no destino.

 

13.  Exigir sustentabilidade

É importante compartilhar com as empresas do setor que o viajante espera práticas sustentáveis. Preencha os formulários de feedback quando tiver oportunidade ou fale com os responsáveis quando puder. Isso ajudará a fomentar as boas práticas.

 

14.  Elogie e partilhe a sua experiência

O viajante deverá partilhar as suas experiências de viagem responsável com a sua rede, incluindo amigos, familiares, colegas e nas redes sociais. Essa partilha enfatizará a importância de práticas sustentáveis e ajudará a aumentar a conscientização para viagens ainda mais sustentáveis. O viajante deverá, igualmente, divulgar a qualidade da sua experiência escrevendo avaliações para ajudar a promover negócios de viagens e turismo com práticas sustentáveis.

https://travelbi.turismodeportugal.pt/

Foto: Santo Sepulcro / Rosário Frazão

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Braga eleita Melhor Destino Europeu em 2021

Braga acaba de ser eleita o Melhor Destino Europeu para visitar em 2021. A Cidade recolheu 109.902 votos dos internautas, consolidando-se como um destino de excelência e uma referência no turismo internacional. Depois de já ter sido considerada o segundo Melhor Destino Europeu em 2019, Braga ocupa agora o primeiro lugar nas preferências dos participantes, a uma distância superior a 31 mil votos da segunda classificada, a capital italiana, Roma.

Os resultados foram conhecidos esta Quarta-feira, 10 de Fevereiro, e para o presidente da Câmara Municipal de Braga esta votação é “o coroar de um inquestionável trabalho de afirmação internacional da marca Braga”. Ricardo Rio destaca o apoio a esta candidatura por parte de muitos portugueses espalhados pelo mundo, além do empenho da própria Cidade, das instituições e dos Bracarenses. Do total de votos na Cidade de Braga, 72% referem-se a participantes fora do território nacional, um dado bem demonstrativo da projeção da Cidade a nível internacional.

https://www.cm-braga.pt/

Foto: http//www.cm-braga.pt

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