A Procissão da Ressurreição, também conhecida como Procissão do Aleluia, que integra a tradicional Festa das Tochas Floridas, em São Brás de Alportel, é uma das nomeadas para as ‘7 Maravilhas da Cultura Popular’.

“O anúncio da nomeação, pela avaliação da comissão organizadora das ‘7 Maravilhas da Cultura Popular’, que consiste no alcançar da primeira etapa no percurso deste concurso deveria acontecer em plena edição de 2020 da Festa das Tochas Floridas”, anunciou o município de São Brás de Alportel, lamentando que a mesma não tenha sido possível devido à pandemia do novo coronavírus.

A Associação Cultural Sambrasense, com o apoio do Município de São Brás de Alportel, apresentou a candidatura ao concurso que pretende apurar quais são as sete mais significativas “Maravilhas da Cultura Popular” de Portugal, uma iniciativa que se segue a um conjunto de outros concursos “7 Maravilhas” que desde 2007 pretendem divulgar e comunicar os valores positivos de uma “Identidade Nacional forte – causas nacionais reconhecidas”, explicou a autarquia.

A Procissão da Ressurreição, que decorre no Domingo de Páscoa, após a eucaristia, tem como característica especial a presença das tochas floridas, que substituem os andores e o enfeitar das ruas, feito por centenas de voluntários, com tapetes floridos. Ao longo do cortejo, reúnem-se em pequenos grupos para, alternadamente, levantarem o grito do “aleluia”. Aqui e além ouve-se uma voz potente e sonora: “Ressuscitou como disse!”. O grupo, erguendo bem alto a tocha, responde: “Aleluia, aleluia, aleluia!”.

A procissão é participada por milhares de pessoas, incluindo emigrantes e muitíssimos turistas (portugueses de vários pontos do país e estrangeiros), vai-se impondo no Algarve como a segunda de maior participação, logo depois da de Nossa Senhora da Piedade (Mãe Soberana), superando mesmo a Procissão do Senhor Morto em Faro, realizada em noite de Sexta-feira Santa.

Este ano, a festa não pôde realizar-se, mas a eucaristia foi transmitida em direto na internet e, após a celebração, o padre António Farias, acompanhado pelos restantes párocos são-brasenses, percorreu as ruas da vila como Santíssimo Sacramento, por onde passaria a procissão. “Nas ruas vazias, as colchas ondulavam ao vento, algumas tochas se esgueiravam pelas varandas e aqui e além os tradicionais cânticos soavam às janelas… Um gesto simples, mas carregado de significado, que pretendeu abençoar a comunidade são-brasense e rogar a Deus ajuda para que o mais brevemente possível possamos vencer esta Pandemia!”, a Câmara Municipal.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

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