O sector do turismo na Diocese de Lamego representa uma atividade em crescente procura e evolução. Exemplo disso é o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, na cidade de Lamego.

Os recursos constituem a base do desenvolvimento turístico, porque são eles que determinam a atração de um país ou de uma região e definem as suas potencialidades turísticas.

A diocese de Lamego é detentora de um elevado Património Classificado (Monumento Nacional ou de Interesse Público). Tem uma relevante área, com paisagens únicas e miradouros magnificentes (ex: Santuário de S. Salvador do Mundo – S. João da Pesqueira), na Região Demarcada do Douro classificada como Património Mundial da Humanidade (UNESCO); Gastronomia e produtos tradicionais. Uma extensa riqueza Histórico-Cultural, Arqueológica e Natural e, logicamente, a imagem de simpatia e tranquilidade da comunidade anfitriã.

Só na cidade de lamego temos a Catedral, séc. XII (Monumento Nacional); Igreja de Almacave, séc. XII (Monumento Nacional); Capela de S. Pedro de Balsemão, séc. VI – X (Monumento Nacional); Igreja do Desterro, séc. XVII (Imóvel de Interesse Público); Igreja das Chagas, séc. XVI (Imóvel de Interesse Público); Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, séc. XVIII – XX (Imóvel de Interesse Público) e a Capela de Nossa Senhora dos Meninos, XVI-XX (Imóvel de Interesse Público).

Um elemento fundamental do turismo cultural é o “consumo” de lugares que trazem recordações e memórias, que representam a história de um povo e Lamego é um povo com história.

O turismo tem servido para conservar o património cultural e tradições sempre inventadas e/ou reinventadas. O certo é que, graças a estas apropriações, muitas povoações conseguem sobreviver e reproduzir-se socioculturalmente como centros de destino turístico, ultrapassando situações de pobreza.

O Departamento da Pastoral do Turismo está nesta fase a realizar o seu planeamento. O Planeamento do Turismo tem como base estabelecer uma visão estratégica para uma área que reflete os objetivos da comunidade e de o implementar através da identificação de padrões preferenciais do uso do território e de estilos apropriados de desenvolvimento.

Uma Política de Turismo deve definir uma visão de desenvolvimento, estabelecer prioridades estratégicas e apontar caminhos para alcançar objetivos e metas. Deve – se entender por Política de Turismo o conjunto de fatores condicionantes e de diretrizes básicas que expressam os caminhos para atingir os objetivos globais para o turismo do país e que determinam as prioridades de ação executiva, supletiva ou assistencial do Estado» Beni (1998: 99).

Os Governos têm sempre um papel importante na requalificação, conservação e valorização do Património histórico-cultural. Na gestão eficiente dos sítios e edifícios com valor patrimonial.

Para isso os Governos delegam a sua execução em Organizações Nacionais de Turismo (ONT). Várias atribuições e responsabilidades podem ser identificadas às ONT’s, como, sendo:

  • a promoção e informação turística;
  • a pesquisa, estatística e planeamento;
  • o inventário dos recursos turísticos e medidas de proteção;
  • o desenvolvimento de facilities;
  • a regulamentação das empresas e profissões ligadas ao turismo;
  • facilitar as viagens (publicando itinerários, facilitando a procura, etc.);
  • a cooperação internacional em turismo (Pearce, 1998).

 

As organizações regionais turísticas constituem o nível intermédio entre o nível nacional e local e representam o último desenvolvimento de organização turística.

Por isso, cada vez mais, é impreterível trabalharmos para o mesmo objetivo. O Departamento da Pastoral do Turismo de Lamego, irá trabalhar com as outras instituições, permitindo a criação de redes de ligação, coordenação e cooperação entre os diversos agentes e atores institucionais, quer de âmbito nacional, quer regional. O trabalho em rede, possibilita uma base para a formulação de produtos turísticos coerentes, que podem ser objeto de uma promoção integrada e devidamente direcionada para segmentos de mercado alvo.

O Planeamento do Turismo tem como base estabelecer uma visão estratégica para uma área que reflete os objetivos da comunidade e de o implementar através da identificação de padrões preferenciais do uso do território e de estilos apropriados de desenvolvimento.

As paisagens da região surpreendem pela grandeza e convidam a uma viagem através do tempo, onde o património natural se associa com o património religioso.

 

Pe. Filipe Pereira

Diretor do Departamento de Pastoral do Turismo da Diocese de Lamego

 

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