outubro 2019

A Newsletter da Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT) tem como finalidade servir a comunicação e partilha entre as Dioceses portuguesas, no que toca ao âmbito da ação pastoral na área do turismo; contando, para tanto, com as informações dos Secretariados, Departamentos ou Comissões Diocesanas de Pastoral do Turismo já constituídos, bem como dos Secretariados Diocesanos da Mobilidade Humana ou das Migrações e Turismo, onde este serviço específico ainda não se constituiu. Pese embora a definição da identidade da Newsletter tenha sido já indicada, aquando da sua apresentação, em conformidade com as Prioridades de Ação da ONPT para o triénio 2018 – 2021, importa recordar tal identidade e missão, agora que estamos ainda nos inícios de um novo ano Pastoral, nas diversas Igrejas Locais. Neste sentido, é desejo da ONPT que cada edição deste instrumento de comunicação conte com a participação da maior diversidade possível dos diversos serviços Diocesanos. A Newsletter, atualmente organizada pelos membros da Equipa Nacional, é um instrumento das Dioceses e ao serviço da sua ação.

Neste número, referente ao mês de Outubro, damos conta do início do trabalho da Comissão Diocesana de Pastoral do Turismo de Coimbra; mas registamos particularmente, com profundo agrado, a constituição de novos Serviços Diocesanos, em Évora e em Lamego. Sinal de que o trabalho exigente de sensibilização para este novo serviço Pastoral, após maturação em cada Diocese, vai dando frutos em ordem à solicitude Pastoral para com uma atividade humana que tem crescido exponencialmente entre nós. Na certeza de que muitas outras Dioceses se hão-de deixar sensibilizar igualmente para esta mesma ação pastoral.

Registamos aqui também a inscrição de mais dois conjuntos monumentais portugueses na lista do Património Mundial da UNESCO – o Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga; e o Palácio Nacional de Mafra –, reconhecendo o significado de tal inscrição e as novas possibilidades que se abrem à promoção destes belíssimos exemplares do património cultural português. Aproveitamos esta oportunidade para felicitar todos os que, mais visível ou invisivelmente, trabalharam para que este reconhecimento fosse possível. Ainda que se trate da afirmação de património local, tal reconhecimento repercute-se na globalidade do património português, tão rico e diverso, atestando, uma vez mais, a nossa riqueza cultural e religiosa.

Aproveitamos ainda, nesta Newsletter, para dar nota das recentes Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, este ano organizadas em cooperação com o Departamento de Pastoral do Turismo do Patriarcado de Lisboa (Quo Vadis), e cuja documentação ficará disponível no site das próprias Jornadas muito em breve.

Por fim, agradeço à Rosário Frazão, membro da Equipa Nacional da ONPT, a sua disponibilidade para coordenar a elaboração da presente Newsletter. 

Pe. Carlos Alberto da Graça Godinho
Diretor da ONPT

Departamento da Pastoral do Turismo da Diocese de Lamego

O turismo religioso é considerado como uma modalidade de turismo cultural distinto, que tem como motivação fundamental a fé e/ou a espiritualidade (também chamado como “faith tourism”, “turismo de fé”).

Considerando o grande potencial de desenvolvimento da herança cultural e religiosa, na Estratégia Turismo 2027, o turismo cultural e religioso são produtos estratégicos de desenvolvimento do turismo. Além disso o património cultural, histórico e religioso foram identificados como fatores de competitividade do país.

O Norte de Portugal, como outras regiões do país, alberga um vasto património material e imaterial, que importa estudar, preservar, valorizar e divulgar, sendo, por isso, das regiões mais vocacionadas para o desenvolvimento de atividades turísticas ligadas ao fenómeno cultural e religioso.

O sector do turismo, na Diocese de Lamego, representa uma atividade em crescente procura e evolução. Tendo como principais destinos os Santuários de Nossa Senhora dos Remédios, na cidade de Lamego, e Nossa Senhora da Lapa, no concelho de Sernancelhe.

O Sr. Bispo de Lamego, D. António Couto, estando atento e ciente desta realidade, instituiu o Departamento da Pastoral do Turismo da Diocese de Lamego com a “ Missão de empreender todas as diligências para que o mundo do turismo não fique fora do âmbito do Evangelho; responder às motivações de fé e procura do bem e da beleza inscritas no coração do homem e daqueles que procuram o Património religioso de Lamego; organizar e velar pela valorização e bom aproveitamento dos espaços religiosos e culturais abertos ao turismo; velar pela conservação do Património [1] ”.

“Integram este Departamento:

P. José Filipe Mendes Pereira (presidente);
C. João Carlos Costa Morgado;
C. José Manuel dos Santos Ferreira;
C. João António Pinheiro Teixeira;
Dr. Manuel Teixeira [2] ”.

 

[1] D. António Couto, Bispo de Lamego
[2] Equipa escolhida e nomeada pelo Sr. Bispo de lamego, D. António Couto.

Pastoral do Turismo da Arquidiocese de Évora

Tendo em conta a nova realidade em termos turísticos, e de roteiros de índole religiosa e cultural que atravessam o vasto território da Igreja de Évora, foi fundada neste ano pastoral de 2019-2010 a Pastoral do Turismo Religioso.

Os objetivos, em termos gerais, passam por dar apoio religioso aos turistas e peregrinos de Fátima e do Caminho de Santiago, mas também por traçar percursos seguros, fora de estrada, para os diversos santuários marianos paroquiais e diocesanos, nomeadamente o que se refere ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Para que se efetivem estes objetivos, vai a Pastoral procurar implementar parcerias com entidades do Estado Central, Regional e Local. As mesmas parcerias serão estendidas a diferentes dioceses e reitorias de santuários.

O Plano Pastoral é o seguinte:

• Fazer levantamento das peregrinações e número de peregrinos a Fátima.

• Disponibilizar apoios espirituais aos grupos organizados que vão anualmente em peregrinação ao Santuário de Fátima, de acordo com o Plano Pastoral.

• Promover junto das Paróquias e entidades de Turismo, a Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

• Delinear Caminhos Seguros para o Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

• Criar na arquidiocese um Gabinete de Apoio ao Peregrino

• Divulgar e participar nas IV Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo.

• Potenciar e Divulgar Caminhos de Peregrinação, proporcionando meios de acesso aos sacramentos da Eucaristia e da Penitência aos peregrinos a Santiago de Compostela.

• Criação de uma app que ajude a partilhar os conteúdos anteriormente apresentados.

• Apresentar uma proposta de cartaz para a Semana Santa que possa identificar a Arquidiocese e valorizar a celebração cristã

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Coimbra 

A Comissão Diocesana de Pastoral do Turismo de Coimbra iniciou já as suas funções. Após definição de objectivos e programa de ação, que foram avaliados pelo Bispo Diocesano, por alguns padres e por alguns parceiros da área da atividade turística, que deram os seus contributos para a sua valorização, o serviço diocesano iniciou, no mês de Outubro, as suas funções. Muito embora a apresentação pública desta Comissão Diocesana aconteça apenas neste mês de Novembro, foi já enviada carta a todos os párocos da Diocese apelando à abertura das Igrejas e afixando-se ainda o respetivo horário. A Comissão fundamentou-se nas palavra do Papa Francisco, na audiência de 18 de Novembro de 2015, em que o Pontífice nos convida a abrir as portas dos nossos templos, para que não se “mortifique o Evangelho”, a Igreja se torne “inóspita” e o mundo ainda mais “árido”. Daí a advertência do Papa: “tudo aberto!”. O serviço diocesano convidou ainda as comunidades, onde tal for possível, a garantir algum serviço de acolhimento e de presença nas Igrejas, seja com algum colaborador paroquial, seja com o contributo de alguns cristãos voluntários.

 

IV Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo

Decorreram em Lisboa, nos dias 25 e 26 de outubro de 2019, as IV Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, sob o tema «IGREJA – TURISMO E COMUNICAÇÃO».

Numa organização da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, com a colaboração do Turismo > Patriarcado de Lisboa, as jornadas contaram com a presença dos Senhores D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve, em representação do Secretariado Nacional da Pastoral Social e Mobilidade Humana; D. Nuno Brás, Bispo do Funchal; e D. Américo Aguiar, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa.

De entre o vasto painel de oradores, estas Jornadas contaram com a presença dos senhores D. Américo Aguiar, D. Nuno Brás, Pe. Dr. José Manuel Pereira de Almeida, Pe. Dr. Bruno Machado, Doutora Margarida Franca, Dr.ª Joana Santos, Dr. Paulo Rocha, entre tantos outros da área do saber da comunicação e do turismo.

A abertura das jornadas ficou a cargo de D. Manuel Quintas e do Diretor da ONPT, Pe. Carlos Godinho.

Palavra de abertura do Pe. Carlos Godinho:

IVas Jornadas Nacionais de Pastorla do Turismo

PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA E SANTUÁRIO DO BOM JESUS, DE BRAGA são Património Mundial da UNESCO

A decisão foi anunciada em Baku, no Azerbaijão, onde decorreu a reunião do comité da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, a 7 de julho de 2019.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou o seu grande regozijo por esta efeméride: «Saúdo vivamente os promotores destas candidaturas, os autarcas, os diplomatas, as autoridades civis e eclesiásticas e todos aqueles que, também na sociedade civil, ajudam a levar mais longe o património português físico, histórico, artístico, religiosos ou intelectual».

 

Palácio Nacional de Mafra

Edificado no século XVIII, por mandato régio de D. João V, o Palácio Nacional de Mafra é um conjunto barroco formado pela Basílica, Convento, Paço Real e possui uma valiosa biblioteca, dois carrilhões e seis órgãos históricos.

O dossiê com a proposta para a inscrição do Real Edifício de Mafra na lista do Património Mundial da UNESCO foi desenvolvido sob a coordenação da Direção Geral do Património Cultural e da Câmara Municipal de Mafra, com a colaboração do Palácio Nacional de Mafra, Escola das Armas, Tapada Nacional de Mafra e Patriarcado de Lisboa – Paróquia de Santo André de Mafra.

Nas palavras do Pe. Luís de Barros, pároco de Santo André de Mafra, «os paroquianos de Mafra têm o privilégio de poder celebrar a sua fé na Basílica do Real Edifício de Mafra, um templo que é verdadeiramente inspirador: da estatuária italiana ao conjunto instrumental dos seis órgãos e dos dois carrilhões, incluindo a magnífica paramentaria. Face à distinção atribuída pela UNESCO, a Paróquia de Santo André de Mafra manifesta a sua alegria e renova o seu empenho na preservação, valorização e divulgação deste património singular».

O Diretor do Palácio Nacional de Mafra, Mário Pereira, afirmou que «a inevitabilidade de um reconhecimento não poderia, nem deveria ser protelada. Mafra e o seu monumento há muito que mereciam esta inscrição na lista do Património Mundial».

 

Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga

Localizado nas encostas do Monte Espinho, com vista para a cidade de Braga, no Norte de Portugal, O Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga foi construído e ampliado ao longo de mais de 600 anos e ilustra a tradição europeia de criação de Sacri Monti promovida pela Igreja Católica na sequência do  Concílio de Trento no século XVI, em reação à Reforma Protestante. O conjunto monumental do Bom Jesus inclui um percurso de via-sacra constituído por uma série de capelas que abrigam esculturas evocativas da morte e ressurreição de Cristo, assim como fontes,  esculturas alegóricas e jardins formais. A via-sacra culmina na igreja neoclássica, construída entre 1784 e 1811 e o programa continua a partir daqui evocando a ressurreição de Cristo e culmina no Terreiro dos Evangelistas. O Escadório dos Cinco Sentidos, com as suas fontes, estátuas e outros elementos ornamentais, é considerada a obra barroca mais emblemática do bem. No Santuário do Bom Jesus do Monte cruzam-se diversos estilos arquitetónicos dos quais os mais emblemáticos são o barroco, o rococó e o neo-classico. O bem está envolto por matas e na sua parte mais alta estende-se um parque, ao gosto romântico do século XIX com um lago, diversos percursos e uma notável coleção de espécies arbóreas. Todo este conjunto está inscrito numa área de 26ha com diversas marcas da estância de veraneio de meados do século XIX perdurando ainda o elevador movido a água e um conjunto de hotéis.