abril 2020

A Newsletter deste mês de Abril surge-nos sob o signo da esperança! Não que olvidemos a realidade difícil e penosa da atual situação das pessoas, das famílias, das empresas e da economia, em consequência da pandemia que vivemos; mas para que, sem ilusões, nos abramos a um olhar positivo sobre as possibilidades do amanhã, mesmo que mais distante do que desejávamos. Os receios do presente poderiam paralisar-nos, quando o futuro – seja ele como for – tem de ser o nosso horizonte! E um horizonte de esperança! Seja pela confiança nas capacidades humanas, nomeadamente científicas; seja pela autoconfiança e resiliência na capacidade de reerguer o tecido social e económico que agora está abalado, como sempre aconteceu; ou ainda pela esperança de que não caminhamos sós e a vida tem um sentido pleno, que agora urge redescobrir, quando nos revemos frágeis.

Certamente que esta esperança não nos distancia da comunhão com todos os que operam no mundo do turismo, direta ou indiretamente, para quem a hora presente é penosa. Sabemos que a atividade turística, que estava em profundo crescimento e de que dependemos - talvez excessivamente – poderá tardar a reerguer-se, quando em tão pouco tempo podemos ter regressado a perspetivas de atividade que nos remetem para valores da década de oitenta, do século XX. Mas é na ultrapassagem das dificuldades que se afirma o pulso empreendedor de quem é capaz de se refazer e de refazer a sua própria ação. Neste sentido, em tempos de recolhimento e de confinamento, ficam-nos as palavras de esperança do Senhor D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve e delegado, na Comissão Episcopal de que dependemos, para a Pastoral do Turismo. Uma esperança que se redescobre por dentro, também em silêncio orante, como refere o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima, sabendo que não caminhamos sós e que nos podemos acompanhar sempre d’Aquela que, entre nós, se reafirmou como nossa Mãe e que continua a interceder por nós, seus filhos. Uma esperança que, não obstante as limitações do presente, não nos deixa paralisados nele e nos faz crescer na vontade de gerar uma realidade nova, no futuro que virá.

Neste número da nossa Newsletter damos conta, ainda, de algumas notícias do Algarve e de Braga. Agradeço também a colaboração do Pe. Miguel Neto e da Dra. Madalena Jesus na organização desta Newsletter!

Faço votos de que as dificuldades, que experimentamos no presente, nos abram perspetivas de um novo futuro - ainda mais próspero e solidário. E porque continuamos a viver em tempo pascal, que Cristo Ressuscitado ilumine sempre as nossas vidas, pois, afinal, só Ele é o princípio e o fim de todas as coisas!

Pe. Carlos Godinho
Diretor da ONPT

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A hora da esperança!

Mensagem do Reverendíssimo Senhor D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve e Delegado da CEPSMH para a Pastoral do Turismo

Na minha mensagem de Páscoa deste 2020, tão diferente do que até agora tínhamos vivido, exortava os cristãos a assumirem a atitude pedida aos discípulos: “Não tenhais medo! Ressuscitou!”. Entendo que é preciso e indispensável, neste tempo de pandemia, deixarmo-nos contagiar pela alegria que inundou o coração de quantos experimentaram e testemunharam a presença de Cristo ressuscitado e não ter medo. Atravessamos aquilo que podemos ver como uma dimensão do “deserto”, que nos é dada pela luta contra este vírus, um deserto que mais do que o vazio provocado pela ausência dos outros e da “agitação quotidiana”, é presença de silêncio e de amor fecundo e que neste tempo de adversidade fortalece a abençoada pertença comum, da qual não podemos fugir: somos irmãos, precisamos uns dos outros e seguimos juntos na mesma barca. É importante estar unidos e a remar na mesma direção.

Sei que o setor do Turismo sofrerá um forte impacto gerado por todas as mudanças de comportamento imposta pela atual situação; sei que haverá muitas dificuldades e que, sobretudo, importará zelar por aqueles cujos postos de trabalho poderão estar em risco, mas acredito – porque importa olhar para a crise como uma oportunidade de crescermos, de melhorarmos, de descobrirmos novos caminhos e soluções – que sairemos mais fortalecidos deste tempo, que encontraremos naquilo que de melhor o Homem tem – a criatividade, a resiliência, a solidariedade - e que, também em relação ao Turismo porá certamente em prática, uma resposta aos desafios que nos serão colocados. Sem medo, porque temos uma esperança maior e mais segura do que tudo: Jesus Cristo Ressuscitado!

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Turismo Religioso

Como nos demais setores da atividade turística, também o Turismo Religioso vive dias sombrios. Nenhum de nós imaginaria, ao iniciarmos 2020, que passaríamos por estes momentos: de provação e de privação! A epidemia que se abateu sobre nós remeteu-nos ao recolhimento, ao confinamento, ao encerramento dos nossos espaços públicos ou sua restrição, deixando as nossas ruas e praças vazias e silenciosas. Tempos inimagináveis, a exigir de nós capacidade de resiliência.

Toda a atividade turística – das atividades economicamente mais expostas, neste contexto pandémico – se ressente profundamente. As perdas são avultadas e a recuperação será lenta. Mas, como reagir? Em primeiro lugar há que assumir precisamente a resiliência, dentro das possibilidades do humanamente e economicamente possível; depois, a solidariedade – do estado, das instituições públicas, mas também dos diversos operadores turísticos, na relação com os seus dependentes; por fim, a esperança: apesar das dificuldades do presente, que não podemos escamotear, importa ter consciência de que novos tempos virão! E que seremos capazes de reerguer, talvez até com bases mais sólidas e responsáveis, o que nos presente parece desmoronar-se!

 Nesta hora reina o silêncio e o recolhimento! Não um silêncio que esvazia, mas que preenche; um recolhimento na distância que une profundamente os nossos corações; um distanciamento que nos há-de fortificar para retomar com novo vigor e entusiamo o futuro que virá. Desse silêncio fecundo nos fala o Papa Francisco, de modo sublime, ao rezar sozinho na Praça de São Pedro por toda a Humanidade. Desse silêncio fecundo nos falam também os nossos templos, de onde, ausentes, brota a vida profunda por eles significada. Deixamos aqui algumas imagens desses templos, desprovidos de presença humana, na expetativa de que eles nos inspirem a renovar a esperança num futuro ainda melhor, que virá!

Pe. Carlos Godinho

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VATICANO

(Fotos: Vatican News)

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FÁTIMA

UM «SILÊNCIO ORANTE»!

O Papa Francisco, na carta de agradecimento que dirigiu ao Santuário de Fátima, no final da sua peregrinação, em maio de 2017, elogiou o “silêncio orante” e o “mar de luz” vivido no Santuário de Fátima, durante a peregrinação internacional aniversária de maio, a que presidiu.

“Vi um povo ordeiro e entusiasta e crente, no roteiro que me levou de Monte Real até Fátima e vice-versa; e, no Santuário de Nossa Senhora, comoveu-me a solidez da fé, a indómita esperança e a ardente caridade que anima o caminho humano e cristão daquele povo santo fiel de Deus, com destaque para o silêncio de um milhão de peregrinos unidos ao meu silêncio orante, o mar de luz feito por um milhão de velas acesas na noite de vigília, a ovação elevada por dois milhões de mãos aos novos Santos Francisco e Jacinta e o acenar de lenços brancos à Branca Senhora por um milhão de corações felizes: “Mãe, nunca Vos esqueceremos!”, sublinhou, na carta datada de 22 de maio.

Este é o ambiente natural de Fátima: peregrinos que vêm e vão, que trazem no alforge as dores pessoais e familiares, que daqui levam a luz revigorante da esperança, que este lugar ajuda a manter no dia-a-dia da nossa fragilidade.

Nestes tempos de pandemia, tão excecionais e tão perturbadores, esta fragilidade tornou-se evidente, para crentes e não crentes. Lutamos contra algo que não conhecemos; experimentamos o medo do desconhecido; queremos voltar à rotina, que tantas vezes desprezamos, como se ela fosse o último fôlego da nossa vida e, no entanto, sentimo-nos impotentes.

Em Fátima apesar dos constrangimentos continuámos a rezar. Sozinhos na Cova da Iria, mas unidos a um mundo inteiro através da oração que fizemos nas redes sociais, levando o aconchego de Nossa Senhora a cada lar, a cada família, a cada pessoa.

Não tivemos peregrinos a rezar no Santuário, mas tivemos peregrinos ligados a Fátima através da linguagem mais universal que a condição humana conhece, que é a linguagem do coração, que a oração reflete.

Como que nos reinventámos para levar Fátima para fora do Santuário!...

Fátima é isto: um caminho novo, como aquele que foi proposto por Nossa Senhora, há cem anos, quando se fez presença junto dos Pastorinhos, em tempos igualmente difíceis. Para a Igreja e para o mundo. E deixou dois pedidos: que aqui se construísse uma capela onde se rezasse o terço todos os dias.

Desde 1917 até hoje Fátima não se diz sem pessoas, sem peregrinos, que aqui encontram o refúgio e o caminho que os conduz a Deus.

Também nós queremos voltar à normalidade. Também nós queremos voltar a sentir a multidão, para juntos rezarmos e testemunharmos o amor misericordioso de Deus que tanto atraiu os Pastorinhos.

Esperamos por vós, assim que puderem vir.

Pe. Carlos Cabecinhas
Reitor do Santuário de Fátima

Santuário de Fátima (Imagem: Santuário de Fátima) 

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BRAGA

Bom Jesus de Braga (Imagem: Confraria do Bom Jesus do Monte - Braga)

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LAMEGO

Nossa Senhora dos Remédios (Imagem: Expresso.pt)

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COIMBRA

Senhoras das Preces – Oliveira do Hospital (Imagem: Al About Portugal)

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ÉVORA

Santuário de Nossa Senhora da Conceição – Vila Viçosa (Imagem: Mapio.net)

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SETÚBAL

Santuário de Cristo Rei – Almada (Imagem: Santuário de Cristo Rei)

Procissão da festa das tochas floridas nomeada para as ‘7 maravilhas da cultura popular’

Procissão da festa das tochas floridas nomeada para as ‘7 maravilhas da cultura popular’

A Procissão da Ressurreição, também conhecida como Procissão do Aleluia, que integra a tradicional Festa das Tochas Floridas, em São Brás de Alportel, é uma das nomeadas para as ‘7 Maravilhas da Cultura Popular’.

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Algarve - Festa da Mãe Soberana vivida "em modo digital"

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Apesar do cancelamento da Festa da Mãe Soberana, Senhora da Piedade e Padroeira de Loulé, como medida preventiva para a propagação do surto do novo coronavírus, quer a autarquia, quer a paróquia, prepararam um programa que, durante os quinze dias que corresponderiam ao período entre a Festa Pequena (12 de abril) e a Festa Grande (26 de abril), proporcionam aos devotos a possibilidade de manter viva esta importante Festa.

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BRAGA

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA - «BOM JESUS AO LONGO DOS TEMPOS»

Para comemorar o dia dos Monumento e Sítios da UNESCO, o Bom Jesus do Monte, Património Mundial desde 2019, criou uma exposição com 23 fotografias, sensivelmente uma foto por época, desde o lançamento da primeira pedra da Basílica do Bom Jesus (1784 - 2020).

Tendo como principal objetivo a divulgação do património cultural e natural do Bom Jesus, esta exposição virtual associa-se a um conjunto de iniciativas promovidas pela Rede do Património Mundial de Portugal, da qual o Bom Jesus faz parte.

(Fonte: Confraria do Bom Jesus do Monte)